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sábado, 23 de setembro de 2017

Quem não obedece as ordens, é expulso

Diretório Nacional tomou a decisão, enquanto a comissão de ética do diretório municipal de Riberião Preto, ao qual pertence o ex-ministro, apura o caso de Palocci

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo
22 Setembro 2017 | 18h44
O Diretório Nacional do PT decidiu nesta sexta-feira, 22, suspender por 60 dias o ex-ministro Antonio Palocci das atividades partidárias. O motivo é o depoimento do ex-ministro ao juiz Sérgio Moro no qual o ex-ministro disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha um “pacto de sangue” com a empreiteira Odebrecht. 
“Ao mentir, sem apresentar provas e seguindo um roteiro pré-estabelecido em seu depoimento na 13a. Vara da Justiça Federal, em Curitiba, no último dia 6 de setembro, Palocci colocou-se deliberadamente a serviço da perseguição político-eleitoral que é movida contra a liderança popular de Lula e o PT. Desta forma, rompeu seu vínculo com o partido e descomprometeu-se com a sua militância”, diz a resolução aprovada hoje. 
Antonio Palocci é preso
O ex-ministro Antonio Palocci (PT) foi preso
 no dia 26 de setembro de 2016, durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, batizada de 'Omertà' Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters
Embora tenham aprovado a suspensão, integrantes da direção petista dizem, de forma reservada, que a punição é inócua já que Palocci está preso desde setembro do ano passado e afastado há anos das funções partidárias. 

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